Eng° Agr° Gert Roland Fischer

OPINIÕES - informações dos cursos que ministramos. Projetos - discussão de temas ligados ao ambiente e agronegocio. Problemas climáticos.Agenda 21.Supervisão ambiental em mega projetos.

18/8/09

Curso inedito: supervisor ambiental de projetos no canteiro de obras

 24 e 25 de setembro em CURITIBA - PR.

 Curitiba - Paraná

PERFIL DE CURSO Supervisão ambiental
 
Curso:
Supervisão ambiental para  mega projetos
 
O que informa:
Oferece conhecimentos inéditos e técnicas de supervisão ambiental para grandes projetos de engenharia. Mostra como se faz a supervisão ambiental diretamente nas obras, atendendo à fiel execução dos projetos aprovados no processo de licenciamento ambiental.
Balisa a ação das empreiteiras para que não cometam crimes ambientais, não transgridam áreas de preservação permanente, mantenham controles rígidos com resíduos, proteção da vegetação que permanece no projeto, controle das águas para que não venham a causar danos as vizinhanças, entre outras.
 
A quem se destina: aos profissionais da engenharia que necessitam assumir responsabilidades nos canteiros de obras onde ocorrem violentos impactos ambientais. Esse profissional devera estar preparado para entender e fazer cumprir os procedimentos e metas estabelecidas e aprovadas no licenciamento ambiental. O trabalho é tão rigoroso que um pequeno descuido poderá gerar a paralisação judicial das obras.
 
Temática
 
  1. O contrato de prestação de serviços de supervisão ambiental
  2. O conhecimento profundo das condições de aprovação do licenciamento ambiental
  3. Técnicas de Supervisão ambiental no canteiro de obras
  4. Os primeiros passos da supervisão
  5. Treinamento e educação ambiental antes do inicio das obras
  6. Áreas criticas do projeto
  7. Gestão de resíduos da cobertura florestal removida
  8. Identificação inusitada de resíduos perigosos – passivos ambientais.
  9. Protocolos de gestão e afastamento de residuos
  10. Os impactos previstos no decorrer das obras preliminares
  11. Minimização de acidentes ambientais
  12. Os impactos ambientais com as vizinhanças
  13. As visitas de fiscais nas obras – como agir.
  14. Os riscos de ocorrerem ações judiciais ambientais.
  15. A identificação e demarcação das áreas especiais
  16. Problemas ambientais comuns de grandes projetos
  17. Requisitos ambientais para os Alojamentos no canteiro de obras
  18. Treinamento de operários das diferentes empreiteiras.
  19. A ordem e limpeza no canteiro de obras.
  20. Gestão de materiais e resíduos
  21. Estudos de caso com a visitação de obra durante o curso.
 
Duração - O curso tem a duração de 16 horas: 8 horas em classe, com mais 8 horas a campo em uma grande obra da engenharia civil 
Condições para a inscrição: Ser engenheiro de empresa construtora, trabalhar na área da construção civil, Investimento: R$ 500,00
Facilitador: Eng. Gert Roland Fischer – supervisor ambiental de grandes obras. CREA 2501375890 – contato: (47) 99858647 – gfischer.joi@terra.com.br
 
criado por gfischer.joi    23:07:54 — Arquivado em: CURSO SUPERVISOR AMBIENTAL, Sem categoria

MDL E EMISSÕES DE CARBONO - O CASO DA VALE

Vale faz inventário de emissões

agosto 18, 2009

A Vale emitiu 16,8 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2008 no mundo. O volume engloba desde os gases-estufa produzidos na queima de combustíveis fósseis do transporte de minérios à emissão de minas de carvão subterrâneas na Austrália. Também estão computados aí os gases-estufa gerados pelos fornecedores da empresa em 34 países - quanto emitiu, por exemplo, uma térmica a carvão para produzir a energia que a Vale comprou. O Brasil responde por 69,1% do total emitido pelo grupo ou 11,6 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

Para se ter uma ideia do que as emissões da maior empresa privada brasileira representam, estima-se que a contribuição ao aquecimento global provocado por ônibus e caminhões no Brasil tenha sido de 580 milhões de toneladas de CO 2 em 2007. Em relação ao total das emissões de gases-estufa do país, a Vale responde por 0,0084%. Mais significativo é o fato de, há dois anos, a empresa realizar seu inventário de emissões, prática pouco comum no Brasil e só seguida pelas maiores companhias.

Medir emissões é o primeiro passo para ter algum controle sobre elas e planejar os cortes futuros. Realizar inventários com regularidade é um dos principais compromissos selado por executivos de grandes empresas preocupados em influenciar as posições brasileiras no tratado climático internacional que, espera-se, deve ser assinado em dezembro, em Copenhague, Dinamarca. Para preparar esse caminho, as posições das empresas e do governo sobre mudanças climáticas serão discutidas na próxima terça-feira em um seminário realizado pelo Valor e GloboNews, com apoio do Instituto Ethos, Fórum amazônia Sustentável e Vale.

Há nessa preocupação verde inegável impulso econômico. “O principal “drive” das questões ambientais é a competição internacional”, registra Luiz Claudio Castro, diretor de meio ambiente e desenvolvimento da Vale. “A tendência, nessa relação cliente-fornecedor, é levantar informações e torná-las disponíveis.”

A curva de emissões da Vale no mundo vem aumentando. Em 2006 foram 10,8 milhões de toneladas de CO2 equivalente (medida que equipara as emissões dos vários gases-estufa ao produzido em maior volume). Em 2007, bateram em 15,2 milhões e foram 16,8 milhões em 2008. O primeiro aumento se explica pela aquisição em 2006 da canadense Inco, a segunda maior produtora de níquel do mundo. As emissões crescentes de 2008, um aumento de 10% em relação a 2007, têm a ver com outra aquisição - a incorporação das unidades da Vale Austrália - e também à melhoria na metodologia de cálculo das emissões, diz Castro. Na exploração das minas subterrâneas de carvão da Austrália ocorre a liberação de bolsões de metano, um gás com potencial 25 vezes mais nocivo ao aquecimento global que o CO2.

Para montar o perfil de emissões de suas unidades, a Vale procurou o Carbon Disclosure Project. A empresa, sediada em Londres, tem ajudado gigantes internacionais como a Coca-Cola a descobrir quanto emitem e como podem reduzir. A conta inclui, por exemplo, a emissão de CO2 no uso de cada combustível - se é diesel, gasolina, gás natural - e monta-se a equação do transporte. Nesse quesito, a empresa no Brasil tem investido em mudar o combustível de seus trens para gás ou biodiesel.

Outro ponto de fortes emissões da Vale são as pelotizadoras de minério de ferro. O processo, feito em grandes fornos, exige queima significativa de combustível. Aqui, o esforço tem sido para trocar óleo para gás. “Assim reduzimos bem a emissão”, garante Castro. A terceira área é a transformação de alumina em alumínio com a formação de gases de flúor - nesse item o corte na emissão tem sido obtido a partir de desenvolvimento tecnológico na produção. O quarto foco são as minas de carvão subterrâneas da Austrália. “Estamos canalizando o metano para produzir energia num projeto de co-geração”, diz o diretor de meio ambiente.

“A minha visão do conceito de sustentabilidade é econômica.” Os investidores, ressalta Castro, querem investir em empresas que demonstrem solidez e garantam retorno do capital. “Empresas em situação difícil não têm sobras financeiras para investir em ambiente ou sustentabilidade”, diz. “Quem investe em ações voluntárias deste tipo dá um sinal claro da capacidade econômica da empresa.” O inventário da Vale de 2009, estima, indicará tendência de estabilização nas emissões. “Mas 2009 é um ano complicado e este dado pode ficar um pouco camuflado pela retração econômica mundial”, reconhece.

Fonte: Valor Econômico (Por Daniela Chiaretti)
criado por gfischer.joi    22:03:50 — Arquivado em: MDL - CREDITOS CO²
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